segunda-feira, 18 de maio de 2009
Esperança de raízes mais profundas
Talvez eu não possa lhes dar mais o que elas precisam. Eu sei que, mesmo que eu parta, elas irão encontrar quem lhes ajude a crescer cada vez mais. Só o que eu quero é que elas não guardem rancor dos dias em que eu não pude cuidar delas, pois minhas mãos já estavam machucadas demais por causa de seus espinhos. Minhas feridas eu sempre tentei curar sozinha, mas vejo que dessa vez elas não cicatrizarão tão rápido. Recorrerei a outros meios, mas juro que volto em breve para, se elas me aceitarem, tentar corrigir os erros que cometi e oferecer às flores que eu tanto amo o melhor que eu posso dar.
Sentirei saudades.
“So much more I wanted to give to the ones who love me
I’m sorry”
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Ânsias e o óbvio a seguir
Sábia foi minha mãe, que me chamou de mercenária, golpista. Chorei, encenei ser a mais pura das criaturas, sendo umas das mais asquerosas. E até sofri, mas quem é que não sofre com a verdade? Já dizia alguém: A verdade dói! E doeu bastante, para ser sincera. Vinda da boca da pessoa que mais amo, não poderia ser diferente.
A cara dura veio à tona. Assumi à minha mãe que era realmente tudo aquilo que ela declarou, e que isso não era nada demais. Com o tempo, ela se acostumou com a idéia, apesar de não achar muito prudente. Mas do jeito que as coisas andavam... Óleo de peroba em meu rosto, então!
Mas então a coisa toda foi secando. Aquela peça estava se tornando um tanto quanto maçante para mim e eu não suportava mais interpretar o mesmo texto. Não fazia mais sentido, apesar de eu sempre querer sempre daquilo do que aquele ser tinha a me dar, mesmo que ele não desse de bom grado. Se ele ao menos soubesse o que é viver e não ignorasse o fato de estar tratando com humanos, se não os tratasse como se fossem reles subalternos dele... Talvez eu não carregasse esse sentimento que me queima por dentro, de tão frio e tenebroso que é.
Não posso dizer que não lutei para expulsar esse ser de perto de mim o quanto antes. Mas ele sempre encontrava um jeito de estar à cerca de mim, me dando mais e mais... E à cerca de minha mãe, quem sempre quis que não tivesse visto nada do que aconteceu esse tempo todo. Daria minha vida pra que ela não tivesse sofrido tanto e pra que ela não tivesse que me ver nesse estado.
E então, há pouco tempo atrás, eu parei. Jurei que não queria ver mais ver aquele ser de nenhum modo. Ele me julga inferior a ele, imagine só! Posso ser uma simples e frágil humana, que cai mais do que levanta, mas inferior a certo de gente eu não admito ser e nem sou. Se eu for a causa da desgraça da vida de alguém, me prove agora, e então eu pedirei perdão e ai farei tudo mudar, mesmo que isso me custe o último fio de cabelo. Mas disso esse não é capaz... Se faz de cego perante a merda que fez na vida de tanta gente e sorri para aqueles que só conhecem aquela carcaça que somente dança, e dança, e dança...
E cá estou agora, colocando esse meu sentimento tão vergonhoso pra fora, de que sou incapaz de dizer que um dia vai sair de mim. Nessa vida não, com certeza. Em numa outra, quem sabe. Ainda carrego uma carcaça muito pesada, e com toda sinceridade, mereço isso. Me chamem de louca o tanto que quiserem, mas a verdade é essa, mesmo que muitos não a enxerguem.
Talvez nem me chamem assim... Ninguém é tão normal que possa me julgar assim. Talvez me perguntem novamente aquilo em que só escuto e guardo a resposta pra mim, mesmo sem eu mesma não entendê-la muito. Me esquivarei novamente quando ouvir:
- Menina, como você consegue ser tão fria?
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Eita, Tuomas...

Desculpem minha ausência, mas é que, além de estar muito ocupada esses dias, eu fui realizar um dos meus maiores sonhos: Ver o Nightwish!
Planejo vê-los desde o momento em que comecei a gostar da banda (faz uns 4 anos ou mais) e simplesmente pirei quando vi que ia haver um show pra Fortaleza.
Fui pra lá, claro! Sai correndo do colégio pra pegar o ônibus pra ir pra lá!
Meus acompanhantes foram Luciana, Renato, Tiago e a mãe da Luciana. A viagem de ida foi meio tensa, todo estávamos meios nervosos. Eu e a Luciana não podíamos ouvir as músicas do Nightwish sem imitar a Anette (Ok... Yep, yep, yep!). Sei que do meio pro fim, eu apaguei. Acordamos com o seguinte diálogo:
Eu: Nós já estamos em Fortaleza?
Luciana: Hmm...
(Vemos algumas mulheres de vida fácil na rua)
Luciana: Estamos sim.
Eu: É mesmo! =P
Chegamos na rodoviária. Pra começar, um táxi rouba a gente do amigo dele que ia fazer a corrida (Ow profissionalismo! Kkkkkkkk). Chegando na pousada, não tem quarto pra gente. Vamos pra um quarto DUPLO, nos jogamos na cama e cochilamos um pouco. Daqui a pouco, vamos tomar banho... Melhor, vamos lavar a cara, porque do chuveiro quase não saía água!
Daí, fomos ao Dragão do Mar esperar o povo pra ir ao hotel. Demorou pra caramba e apareceram Wilson, Amanda e Gaspar. Vamos para o famoso Holiday Inn.
Dobrando pra ir pra entrada do hotel, a primeira tela que eu vejo é a do Tuomas. Não me controlei:
Eu: O Tuomaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas!
Alguém: Shiiiiiiiiiiiiu! Não grita!
Ele já tava indo pra praia e dizendo “See you later” e eu chego “Wait, wait” e tiro uma foto com ele. O Gaspar também saiu na foto, mas quase que ele não vem, de tão travado que tava. Peguei o autógrafo dele, o abracei e deixei ir à praia. Não seguimos ele... Aliás, somos o fãs mais educadinhos que existe! Detalhe: Ele foi à praia de blusa, bermuda e TÊNIS PRETOS. Pega o doido!
Depois de esperar um bocado, ele volta. A gente nem triscou nele (e eu morrendo de novo). Foram uns caras lá falar com ele e dizer pra o resto da banda descer também (o Marco já havia descido, eu queria muito tê-lo visto). Tuomas disse que de qualquer jeito eles iam descer. O que ele não podia fazer era arrastar o resto da banda ali pra baixo.
Sei que nós passamos 6 horas lá em baixo e nada! Ficamos lá falando besteira a tarde toda, nos irritando com o porteiro com cara de mal pago, e pra completar, ainda mentem pra gente, dizendo que eles tinha ido embora, sendo que eles ainda estavam no hotel. Mais uma vez, a produção do Nightwish dá a volta na gente. Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiih!
Voltamos pra pousada pra tomar banho. Agora, num quarto mais descente, com o chuveiro que realmente chove, não pinga. Engolimos qualquer coisa e fomos pegar o carro com a Joy e as outras meninas de Mossoró que foram buscar a gente.
Na fila, peguei meu ingresso que estava com a filha da minha vizinha que morava perto do Arena (a casa de shows) e fui ficar lá com o pessoal. Já fiquei lá pela frente, porque o Wilson e o Gaspar foram pra fila logo depois de irem ao hotel (aliás, me lembrem de agradecer vocês direito depois, guys! Adoro vocês!). Depois de muita espera e bagunça, entramos.
Depois de muito sofrer em três shows de abertura e de muito “Olê, olé, olé, olé... Nightwish! Nightwish!”, eu grito: “ Solta a introdução ai!”. Alguém que eu não recordo o nome fala pra mim “Não fala isso que tem muito homem aqui do teu lado!”. Eu viro e vejo um loiro com um sorriso muito safado pra mim. Digo logo: “Nem! Sai pra lá!”
Logo depois disso, soltam a introdução. Daqui a pouco, a banda mais foda do mundo entra no palco. Começam a tocar o single “Bye Bye Beautiful” e começam a me matar espremida. Quase morro!
Depois disso, fui inventar de ir lá pra frente. Ai é que eu quase morri esmagada mesmo! Tinham muito maconheiros e tarjetes por lá. Algum idiota grita “Cadê a Tarja?” e eu, já com raiva e destribuindo murro e cotoveladas pra todo lado, grito “Vai tomar no cu, tarjete do inferno!”.
Depois daí, foi só alegria! Voltei pro meu lugar, assisti o show mais perfeito que existiu no mundo e gritei que nem uma louca. Estou radiante até agora! Ver titia Anette arrasando, o viking Marco rindo de mim gritando “Chupa rola grande”, o little hobbit saltitante Emppu correndo pra lá e pra cá, o Jukka (o bêbado da madrugada) fodástico e o Tuomas bangueando e agitando a galera (raridade total) não tem preço!!!!!
Logo após o show, eu procurei um local aberto e me joguei no chão. Pensavam que eu tinha desmaido, mas até que eu tava perto. Fui lá pra fora e fiquei frescando com povo até o carro chegar de novo. Chegando na pousada, tirei o tênis e me joguei na rede.
Esse outro dia eu não gosto nem de lembrar... Eu inventei de ir ao shopping enquanto o resto do povo ia à praia. Não fiz nada, fiquei só rodando lá. Enquanto isso, eles foram ao hotel de novo e conheceram o resto da banda toda! Droga!
Depois, a gente se encontrou de novo, fomos ao shopping almoçar, voltamos pra pousada, fomos à praia, rimos de muitas coisas, voltamos pra pousada, jantamos e pegamos o ônibus de volta.
Até agora eu estou me convencendo que eu fui ao show do Nightwish e que eu estive cara a cara com o Maestro Tuomas. É bom demais pra ser verdade!
Dando uma de Tiago agora, “Ow vida de quem ganhou na loteria 2 vezes... Mas ow futuro triste sem o Tuomas!”
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não?
Tá, confesso! Minha esperança voltou. Sem motivo nenhum, mas voltou. Acho que nem chega a ser esperança, e sim coragem. Ou melhor: Cara de pau. Nunca pensei que iria dizer isso, mas cá estou.
De repente, no meio de tantos problemas e afazeres, me veio uma vontade de sair só vontade e ir logo pra prática. Lógico que não depende só de mim, mas vai que dá certo? Sei que a maioria não deu, mas pelo menos uma vez na vida quero ter pensamentos positivos sobre um futuro ato meu.
As chances são mínimas (ou quase inexistentes), a concorrência é quilométrica, nem todos conseguem, mas eu quero tentar. Sempre quis isso, e agora quero mais do que nunca ir em frente pra ver se eu tenho chance.
Irei... atrás de um emprego!
Ou não.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Não se sabe agora quando Ana vai dar mais atenção para o mar. O mundo chamou-a para a obrigação e o desprezo, sendo que perto do mar ela nunca teria nada disso. O mar agora não terá a quem entregar seus encantos e segredos.
Ana se foi e o mar não poderá fazer nada para mudar esse fato. Ele é estático, imóvel, incoerente. Nunca terá coragem de na ressaca alagar todo o mundo que faz mal à sua amada e trazê-la de volta pra si. Nunca terá coragem de derrubar um só casebre para ir atrás de Ana. Agora, ele se guardará numa profunda tormenta, onde ninguém ousará em chegar perto nem ao menos de sua margem. Covarde, ele não deixaria ninguém desbravá-lo e descobrir o porquê dos tesouros inatingíveis.
Talvez Ana corra o mundo e encontre algo coisas mais belas e atraentes. Talvez ela se perca no que os homens chamam de vida. Talvez ela esqueça que o mar exista. Mas ele sempre estará lá... Quando Ana descobrir que o mundo só quer que ela seja mais uma, ela voltará para o mar e se afogará no seu carinho e amor que é somente dela.
P.S.: ♫ Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar ♫
Deus te ouça, Anitelli!
domingo, 7 de setembro de 2008
Obreira
Mais uma provação. Uma fase se encerra agora e sinto que cumpri meu dever. Poderia ter feito melhor, todavia terei tempo de consertar o que fiz de errado.
Eu fui a último a sair. Mas por que isso? Logo, logo irei saber, apesar de depois ter que esquecer de novo. É pro meu próprio bem. Às vezes, saber demais acaba nos prejudicando.
Olho pra o que construí. As bases não estão tão seguras como poderiam estar, mas a partir de agora a tormenta não vai ser tão grande. A entrada ainda é meio restrita e de difícil acesso, mas isso irá mudar com o tempo. Além do mais, o local é amplo e todos se sentem à vontade. Quando há uma reclamação, tenta-se mudar, mesmo que seja difícil e se tenha que destruir algo que antes era importante. As janelas tem fumê e são bastante amplas. Talvez eu retire o fumê mais tarde, porque reclamações existem aos baldes. O espaço foi bem aproveitado, tanto que ninguém o explorou por inteiro. Muitos reclamam porque a iluminação é fraca e falha, porém é algo que também irei mudar.
A cada hora que passa eu posso mudar o que construí aos poucos. Quem tem pressa não poderá ver o quão magnífica será minha obra. Agora mesmo, parei para descansar um pouco.
Descansando, eu planejo o que farei na próxima temporada.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
What kind of love?
Será que as pessoas realmente só amam quando vêem sofrimento? Só se juntam e combatem o que tem que ser combatido quando há dificuldades pela frente? Somos todos inimigos, e o inimigo do meu inimigo é meu amigo?
Que tipo de amor é esse, que não aguenta ver alguém tentando fazer o que gosta? Não consegue ver uma pessoa tentando ser feliz, que involuntariamente ou não vai lá e destroe tudo, sem pedir licença? Alguém ai é capaz de sentir amor de outra pessoa quando se está feliz? Essa pessoa, que diz te amar, fica feliz junto com você? Ou o verdadeiro amigo que fica do seu lado na hora das alegrias realmente não existe?
Se existe, se manifeste! Sei que não estou nada feliz, mas quando eu estiver não estrague isso! Se não for capaz, veja se eu sou digna desse sentimento que você tem por mim. Talvez assim eu comece a lembrar o que é se sentir calma num abraço, como me senti há pouco tempo.
É tudo, por enquanto.