Não se sabe agora quando Ana vai dar mais atenção para o mar. O mundo chamou-a para a obrigação e o desprezo, sendo que perto do mar ela nunca teria nada disso. O mar agora não terá a quem entregar seus encantos e segredos.
Ana se foi e o mar não poderá fazer nada para mudar esse fato. Ele é estático, imóvel, incoerente. Nunca terá coragem de na ressaca alagar todo o mundo que faz mal à sua amada e trazê-la de volta pra si. Nunca terá coragem de derrubar um só casebre para ir atrás de Ana. Agora, ele se guardará numa profunda tormenta, onde ninguém ousará em chegar perto nem ao menos de sua margem. Covarde, ele não deixaria ninguém desbravá-lo e descobrir o porquê dos tesouros inatingíveis.
Talvez Ana corra o mundo e encontre algo coisas mais belas e atraentes. Talvez ela se perca no que os homens chamam de vida. Talvez ela esqueça que o mar exista. Mas ele sempre estará lá... Quando Ana descobrir que o mundo só quer que ela seja mais uma, ela voltará para o mar e se afogará no seu carinho e amor que é somente dela.
P.S.: ♫ Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar ♫
Deus te ouça, Anitelli!