terça-feira, 22 de setembro de 2009
Contrariando o clássico
Esteja onde estiver, desconte sua raiva numa cadeira
Ou até mesmo numa barraca de feira
Posso estar sendo narcisista, o que é raro
Ou até duvidando da saúde do resto da humanidade
Mas uma coisa eu sei e vi de um jeito bem claro:
Amor é fogo que arde de um jeito bem visível
Posso vê-lo sair dos meus próprios poros
Querendo queimar aquele que duvida que eu o tenha
É autoflagelação, eu sei
Querer aquecer aquele que só me desdenha
Acabo queimando quem não quero
De uma forma que eu não espero
E deixando as cinzas sujarem meu rosto, revelando meu pecado
É ferida que dói, e como sinto!
É chaga purulenta sem remédio
Que mesmo com a figura amada estando próxima
Lateja a cada olhar que ela lança para o tédio
Apesar de, às vezes, não lhe pareça tão chato assim
O que faz com que minha ferida abra mais ainda
E meu sangue jorre, o que a alguns fascina
Está pintado mais um quadro de minha sina
Ora contente, ora descontente, sem muita mistura
Alterna-se com tanta rapidez que chega a confundir
Quando chega, a felicidade enfim ressurge
Quando ele se vai, tudo são treva e rotina
Amor que é amor quer mais que bem querer
Quer cuidar, mesmo que às vezes não possa
Solitário só se sente se não tiver um só ombro que o ampare
E só perde, mesmo que não se importe
Quem não sabe o verdadeiro conceito de ganhar
Nem sempre se que ficar preso
Aquele lhe puxa, como se fosse talvez uma roupa do armário
Inconscientemente eu vou e tento encantá-lo
Até que um dia eu saia de moda
E às vezes, por esse alguém não querer mais me usar
Caibo, mesmo morrendo, ainda que folgada ou apertada
Nos corpos de alguns recicladores
Contraditório o amor só é para quem só abriu suas janelas
Nem sempre causa amizade, motivo de muitas escoriações
Mas uma coisa é certa: Eu o vejo, sinto e vivo
E espero nunca se apaguem minhas chamas
Para que eu possa mostrar ao gelo que ainda respiro
Obs: É a primeira vez que eu posto uma poesia aqui. Espero que goste!
sábado, 21 de junho de 2008
Tomara que você (não) leia isso
Pra quê? Pra quê você simplesmente se apaixonou por mim? Logo por mim, uma pessoa que te faz sofrer tanto, que te pisa e que te manda ir pro inferno quase todos os dias?
Quando? Quando foi que esse sentimento chegou? E aquela encrenca toda que nós causávamos? E nossas brigas por não suportamos um ao outro? Pelo amor de Deus, não se torne tão passivo e não ache que sou o ideal pra você. Nós não temos nada a ver um com um outro!
O quê? O que foi que eu fiz que te fez estar de joelhos diante de mim agora? Será que foi uma dessas minhas jogadas de cabelo? Foi quando eu finalmente mostrei minha fragilidade diante de todos? Será que eu vou finalmente comprovar minha teoria de que homem realmente gosta de apanhar?
E o pior: Mulher também gosta! Vê necessidade nisso, não sei pra quê. Em vez de ficar contigo, meu querido amigo, eu prefiro continuar sozinha, amando alguém que eu sei que nunca vai me amar o quanto eu o amo, que nunca vai ver que atrás dessa máscara de frieza existe uma pessoa que o ama mais do que ama a própria vida. Eu prefiro que seja assim, mesmo que eu saiba que vai ser pior pra mim e pra você. Pra ele, eu já não sei. E prefiro não saber, pelo menos por enquanto.
Por isso, eu peço, por tudo que há de mais sagrado: Volte a me odiar! Eu não mereço o amor de ninguém. E mesmo que merecesse, o que você me dava já estava de bom tamanho.
Por favor, me esqueça! Tenho medo de magoar qualquer pessoa.
Deixe-me sofrer sozinha...