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terça-feira, 1 de julho de 2008

Tua flor me deu alguém pra amar...

Eu não entendo esse sentimento que sempre me machucou tanto, mas que todos dizem ser a melhor coisa que existe e aquilo que vai salva o mundo. Duvido muito da real existência dele quando vejo jogarem crianças de cima de prédios, por exemplo. Talvez ele exista, mas é tão difícil sentí-lo hoje em dia...

Mas ainda é possível!

Por incrível que pareça, eu me alegro até com um bom dia. Sério! Pra quem convive comigo, isso parece até piada, porque eu geralmente ando de cara amarrada (mal humorada? Não. Só não vejo motivo pra rir à todo momento). Dou uns sorrisinhos de vez em quando, mas não na freqüência na qual eu vejo que a maioria das pessoas dão. Morro de felicidade quando alguém diz me ama; seja minha mãe, algum amigo ou amiga minha, namorado (esse hoje em dia está mais difícil de ouvir) ou outra pessoa que gosto, pra mim é quase sempre bom. QUASE! E por que quase? Para responder, usarei um clichê-mor: Amor não é para ser dito, é para ser sentido. Dizê-lo de vez em quando é bom, mas toda hora abusa e já soa meio falso.

Mais um motivo para eu duvidar desse sentimento é aquela velha situação que eu acho que quem nunca viveu não teve uma vida feliz ou pelo menos bem vivida: o amor platônico. Todo mundo sabe que é horrível se apaixonar por alguém e não saber se ele gosta de você do jeito que você gosta dele, ou pior, saber que ele não gosta de você. Na primeira opção o sofrimento é mais prolongado para aqueles sem coragem (exemplo: a pessoa que vos fala) que passam dias, meses, anos guardando aquilo dentro de si, com medo da rejeição ou algo parecido. Na segunda eu até disse que é pior, mas há uma grande vantagem: é mais fácil de esquecer.

Quando dá certo é uma maravilha. Todo mundo fica feliz, juntinho, blá blá blá... Mas e quando não dá, que pelas minhas estatísticas é o que acontece na maioria das vezes? Eu, que sou uma das últimas românticas (ai ai ai...) e vivo com isso, vi poucos para darem certo, e menos ainda para durarem por um tempo razoável. Minha explicação pra isso é dizer que o sentimento da parte da outra pessoa era pouco e se acabou. O meu durava (e dura) bastante... Por isso é que me ferro!

O que podemos fazer para mudar isso? Esperar. Só o tempo dá jeito nesse tipo de coisa. E tentar fazer algo, claro! Ajudar quem precisa é um prova de amor sim! Transmitir isso para outros nunca desmereceu ninguém, muito pelo contrário.

Agora, quanto ao amor platônico... Eu já não posso dizer nada. Essa parte sempre foi um mistério pra mim. É insanidade pura de muitas pessoas me pedirem conselhos amorosos (o que acontece muito). Sou a pessoa mais insegura e indecisa que existe. Duvida? Já passei três anos apaixonada por alguém e nunca disse nada. Acabei esquecendo esse, mas já estou sofrendo desse mal de novo.

Isso é gosto em sofrer?

Quem dera...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sono sem sono

Juro que ia publicar um texto em que eu, mas uma vez, mostro minha pura e profunda tristeza. Fazer o quê? É minha sina escrever sobre os problemas da alma. Quem tiver contato direto comigo, pode até ler depois. Mostro, com todo prazer. Mas... Sei lá! De repente, eu fiquei sem vontade! Sabe quando a pessoa cansa de ficar triste? Pois é! Eu cansei (pelo menos por enquanto).

Em vez de estar dormindo agora, estou escrevendo sobre qualquer coisa que vem em minha mente agora. Deveria estar ali naquela cama (que, aliás, está toda bagunçada. Droga! Vou ter que tirar esse horror de coisas de cima dela pra poder deitar!), sonhando com alguma perversão, desgraça ou loucura mirabolante que eu geralmente sonho. Mas não... Estou aqui na frente do computador, REpensando minha vida, pra variar.

Ia escrever sobre o quanto estou p... da vida sobre minha situação familiar. De um jeito que dava até pra saber a quem eu estava me referindo, mas desisti da idéia. Não vale a pena cutucar a ferida mais uma vez, já que esse assunto é mais velho do que não-sei-o-quê e me machuca cada vez mais. Toda vez que eu olhasse esse texto no blog, iria chorar. È como se eu estivesse vendo!

Mal de canceriana (lá vai eu colocar culpa no signo)! Choroooooooona que só ela... Sentimental ao extremo.

Detesto ser assim.

Mas até que eu não gostaria de ser “forte”. Ver uma situação e simplesmente quase que ignorar, como se aquilo não fosse nada. Ah, pera ai! Logo eu, que gosto tanto de ser levada pelo momento? Não, esquece! Adorei ter nascido no Dia Mundial do Rock.

O pior é que eu guardo isso tudo pra mim. É raro ver eu me abrir com alguém sobre um problema desse tipo. E o pior é que eu não era assim! Não sei o que houve, mas me fechei totalmente. Eu tava até melhor da minha suposta depressão quando eu estava indo à psicóloga. Mas aquela mulher é louca! Na maioria das vezes, eu é que era a psicóloga dela. Já tava pra começar a cobrar (e deixar de pagar).

Enfim, acho que vou ter que procurar outro médico. Outro psicólogo, um analista, um psiquiatra... O.O

Sei que assim não dá pra ficar.

Talvez eu procure meus melhores psicólogos:

Meus amigos!

Aqueles que eu ando renegando tanto, tentando poupá-los de saber o que eles sempre querem saber.

Deixe para lá. Depois eu vejo isso.

Hora de ir arrumar minha cama...

¬¬